Energia elétrica

Qual a diferença entre energia limpa e energia renovável?

Quando se fala em sustentabilidade e preocupação ambiental diante dos desafios climáticos que o planeta vem enfrentando, entram em destaque dois conceitos: energia renovável e energia limpa. Atualmente, esses termos estão no centro do debate mundial pela redução do uso de combustíveis fósseis como forma de frear o aquecimento global. 

Afinal, fontes limpas e renováveis estão no sentido contrário dos chamados combustíveis fósseis,  provenientes de fontes que se esgotam e que emitem CO2  na sua queima – como petróleo, carvão e gás. E, nos dois conceitos, a característica de redução de impacto está presente nas etapas de produção de energia elétrica, principalmente nas emissões de gases causadores de efeito estufa, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

No entanto, embora possam parecer sinônimos à primeira vista, energia renovável e energia limpa têm algumas diferenças importantes. 

A energia renovável é obtida a partir de fontes naturais e que não se esgotam totalmente com o uso, como hídrica, eólica e solar. Porém, no processo de geração, pode haver impactos ambientais. 

Já para ser considerada energia limpa, não pode haver, ao ser gerada a eletricidade, liberação de gases de efeito estufa na atmosfera, e os impactos ambientais causados devem ser mínimos e de fácil mitigação. Nesse sentido, especialistas consideram a energia eólica e solar como os melhores exemplos de energia limpa.

Em resumo, uma fonte de energia pode ser limpa e renovável, como a energia solar e eólica. Mas uma fonte de energia renovável não é, necessariamente, considerada limpa, por causar impactos ambientais consideráveis – é o caso da biomassa, que pode liberar gases de efeito estufa. E uma energia limpa não será, necessariamente, renovável – como a nuclear.

Energias renováveis no Brasil e no mundo

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN), do Ministério de Minas e Energia, a participação das energias renováveis na matriz elétrica brasileira ficou em 87,9% em 2022

A Enerdata, consultora que publica anualmente estudos sobre a produção e consumo de energia, lançou em 2022 uma pesquisa sobre a oferta e participação das energias renováveis nos países. O estudo aponta que 30% da eletricidade consumida no mundo vêm de fontes renováveis. Aumentar esse consumo é fundamental para frear as mudanças climáticas, que têm resultado em eventos naturais extremos como enchentes e secas. 

A pesquisa traz ainda o top 10 países com maior oferta de energia renovável no mundo – o Brasil ocupa a 2ª posição, com 89,2%, atrás apenas da Noruega, com 98,5%. O ranking segue com Nova Zelândia (86,6%), Colômbia (75,5%), Canadá, (68,8%), Suécia (68,5%), Portugal (61%), Chile (54,6%), Alemanha (44,4%) e Reino Unido (43,3%). Neste top 10 não aparecem as duas maiores economias do globo, que são Estados Unidos e China. 

Mesmo com grande oferta de fontes renováveis em sua matriz energética, o Brasil aparece como 18º colocado em outro ranking, o Renewable Energy Country Attractiveness Index (RECAI) de junho de 2023. O relatório semestral classifica, desde 2003, os 40 países com mercado mais atrativo em fontes renováveis. 

A diferença na posição do Brasil em relação ao ranking da Enerdata se explica pelo fato de o RECAI considerar também itens como atividade econômica, facilidade em fazer negócios e o clima de investimentos nos mercados. Aparecem no topo do RECAI, nessa ordem: Estados Unidos, Alemanha, China Continental, Reino Unido e França. 

Entre os destaques apontados pelo RECAI com maior atratividade estão a Alemanha, que está expandindo o uso da energia solar fotovoltaica como estratégia para descarbonização. 

A Holanda, em 9º, anunciou um pacote de 30,7 milhões de dólares que será usado para alcançar as metas climáticas até 2030. Outro país bem colocado é o Canadá, em 12º lugar, que tem planos para projetos eólicos até 2026. Acesse o relatório completo (em inglês) para saber mais. 

Vantagens do consumo de energia renovável para as empresas

Optar por consumir energia elétrica de fontes renováveis tem diversas vantagens para empresas que buscam se destacar no mercado por meio de práticas sustentáveis. Nos últimos anos, investidores, sociedade e clientes têm aumentado a cobrança por negócios que atuem na redução das emissões de CO2, contribuindo para mitigar os danos causados pelas mudanças climáticas. 

Trata-se do processo de descarbonização da economia, que se tornou uma emergência global. Com a redução das emissões, optar pelas renováveis também ajuda a reduzir a poluição do ar e das águas, além de proteger a biodiversidade e os ecossistemas naturais. Isso porque produzir energia a partir de fontes fósseis contribui para a degradação do meio ambiente. 

A energia produzida a partir de fontes renováveis também custa menos, pois não precisa de combustíveis para funcionar. O Mercado Livre de Energia é uma opção atrativa para as empresas que querem ter economia e também mais sustentabilidade. Acesse nossa página se quiser saber mais. 

Como comprovar o consumo de energia renovável?

Para comprovar o consumo de energia elétrica renovável por parte de uma empresa existem os RECs (International Renewable Energy Certificate). Esses certificados têm validade internacional e rastreabilidade que comprova a origem de fontes renováveis da energia consumida. 

Cada certificado equivale a 1 MWh (megawatt-hora) de energia renovável consumida. Esses documentos são fundamentais para as empresas que buscam certificações internacionais de sustentabilidade. Acesse nossa página sobre RECs para saber mais. 

Com 25 anos de atuação no setor elétrico brasileiro produzindo apenas energia de fontes renováveis, a AES Brasil mantém seu foco na contribuição para uma matriz energética sustentável, segura e com alta confiabilidade. 

O mesmo cuidado se reflete nas iniciativas para reduzir os impactos de sua atuação. Desde 2020, a corporação neutraliza, anualmente, as emissões de CO2 provenientes da sua produção. Em 2023, a AES Brasil neutralizou 100% das emissões históricas de gases de efeito estufa – considerando todo o período de operações desde 1999.

Fontes:

https://assets.ey.com/content/dam/ey-sites/ey-com/en_gl/topics/power-and-utilities/ey-recai60-top40-ranking-v2.pdf

https://yearbook.enerdata.net/renewables/renewable-in-electricity-production-share.html

O que muda no Mercado Livre de Energia em 2024 com a abertura para clientes de alta tensão?

O Mercado Livre de Energia iniciou o ano de 2024 em ritmo acelerado — as novas regras começaram a valer no dia 1º de janeiro. Agora, todas as empresas conectadas à alta tensão ou atendidas pelas redes subterrâneas, conhecidas como Grupo A, podem escolher ingressar no ambiente de contratação livre. Esses novos clientes precisam ser representados por um comercializador varejista.  

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou que, só na primeira semana da nova regra, quase 13 mil consumidores optaram pela migração e fizeram o pedido em suas distribuidoras. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) estima que ocorram mais de 25 mil migrações até o final de 2024. 

Neste mercado, o cliente decide de quem quer contratar energia, diferentemente do mercado regulado. Ao todo, 165 mil empresas, como padarias, supermercados e hospitais, com contas de energia de R$ 5 mil, em média, já podem optar por fazer a migração para o Mercado Livre de Energia.

Até a mudança, o mercado livre contava com aproximadamente 38 mil unidades consumidoras — aquelas com demanda superior a 500 kW, como grandes indústrias e metalúrgicas — conforme os dados da CCEE, responsável por regulamentar as transações no ambiente de contratação livre.

Como era antes da abertura?

Até dezembro de 2023, consumidores do Grupo A com demanda inferior a 500 KW estavam atrelados ao Ambiente de Contratação Regulado (ACR), também conhecido como mercado regulado ou cativo. Eles tinham como única opção comprar energia da distribuidora de sua região, ficando sujeitos às bandeiras tarifárias e às possíveis revisões da Aneel, por exemplo. A nova regra veio com a divulgação da Portaria 50/2022, do Ministério de Minas e Energia, no fim de 2022.

Como funciona o ambiente de contratação livre? 

No Mercado Livre de Energia, o consumidor pode escolher de qual fornecedor quer comprar energia. Isso torna o ambiente competitivo, permitindo negociar diretamente preços, prazos e condições. Valores e índices de ajuste anual ficam definidos em contrato, dando maior previsibilidade com os gastos de energia das empresas. O consumidor pode, ainda, escolher o tipo de energia que quer comprar, com opções de fontes 100% renováveis.   

O que é um comercializador varejista?

O comercializador varejista é uma comercializadora e/ou geradora de energia que está autorizada a atuar na contratação e que fica responsável por fornecer a energia aos clientes no mercado livre. É ele que representa o consumidor na CCEE e cuida das transações comerciais definidas em contrato.

Quais são as vantagens de ser representado por um comercializador varejista?

Com um comercializador varejista, a empresa migra sem burocracia e de forma mais segura, pois passa a contar com especialistas em Mercado Livre de Energia. A partir de uma análise do perfil de consumo, da sazonalidade e da tarifa do uso da distribuição local, é possível desenhar contratos sob medida para as necessidades do consumidor. Também são definidas estratégias para a contratação de energia da forma mais eficiente e vantajosa para o tipo de negócio do cliente. 

Algumas geradoras, como a AES Brasil, também oferecem aos seus clientes a possibilidade de contratar energia já com certificados de energia renovável. Conhecidos como RECs, são documentos rastreáveis e comprovam para clientes, mercado e plataformas de certificação ambiental o uso de energia renovável pela empresa.

O que são energias de fontes renováveis?

É toda energia produzida a partir de fontes naturais e que não se esgotam totalmente com o uso. Entre as fontes de energia renovável mais conhecidas estão a hídrica, a eólica e a solar. Empresas que escolhem consumir energia elétrica de fontes renováveis contribuem para a redução da emissão de gases de efeito estufa e, consequentemente, para a mitigação das mudanças climáticas.

Qual a diferença entre energia convencional e energia incentivada?

No mercado livre, existe uma categorização da energia comercializada — ela pode ser convencional ou incentivada.  Entenda a diferença: 

Energia convencional: gerada por usinas de maior porte — a partir de 30 MW ou mais, a depender da fonte e da data de autorização da usina — e pode ser de fontes renováveis ou não. 

Energia incentivada: É um tipo de energia mais sustentável, obtida exclusivamente a partir de usinas que utilizam fontes renováveis. São exemplos de energia incentivada a solar, a eólica e aquela gerada em pequenas usinas hidrelétricas. Os consumidores de energias incentivadas podem ter descontos de 50% a 100% na Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição (TUSD).
Na AES Brasil, oferecemos soluções sob medida para atender às diferentes necessidades dos clientes, sempre com foco na sustentabilidade. Há 25 anos, atuamos no setor elétrico nacional e produzimos energia 100% de fontes renováveis. Tem interesse em migrar para o Mercado Livre de Energia com a AES Brasil? Acesse nossa página e fale com nossos especialistas.

Como o Mercado Livre de Energia pode impulsionar as metas ESG da sua empresa

As práticas ESG – Ambientais, Sociais e de Governança, na sigla em inglês – têm ganhado espaço e importância nas corporações. Esse boom da temática dentro das estratégias empresariais, independentemente do porte ou setor de atuação, se explica pelo aumento das exigências e diligências do mercado financeiro, de agências de classificação de risco de crédito e dos próprios clientes por melhor gestão de impactos. 

“Onde um banco vai alocar o seu recurso? Qual empresa um cliente vai escolher para estabelecer uma parceria duradoura? Numa empresa que, de fato, seja um negócio sólido, que reduza seus impactos negativos e aumente seu legado positivo, tendo olhar para todos os públicos com os quais ela se relaciona”, afirma a gerente de ESG da AES Brasil, Andrea Santoro. A governança do desempenho socioambiental e gestão de riscos e se tornou imperativo de negócios. 

“Significa que uma empresa é socialmente justa, economicamente viável e que tem práticas relacionadas ao meio ambiente que protegem e preservam os recursos naturais”, completa Andrea.

Mas, o que o Mercado Livre de Energia tem a ver com ESG? Tudo. Pois um aspecto essencial para impulsionar essas metas é o consumo de energias renováveis. 

No mercado livre, além de economizar na fatura, o consumidor pode optar pela compra de energia proveniente de fontes 100% renováveis — como eólica, hídrica e solar —, que são mais limpas e reduzem a emissão de CO2 na atmosfera, principal responsável pelas mudanças climáticas. 

A AES Brasil, por exemplo, além de gerar apenas energia de fontes renováveis para comercialização no mercado livre, ainda possibilita aos clientes a aquisição dos RECs — certificados que comprovam o consumo de energia renovável. Esses certificados são rastreáveis e podem ser apresentados a organizações internacionais que concedem selos de sustentabilidade, como GHG Protocol e LED. Os RECs são oferecidos de acordo com os objetivos de cada cliente na área ambiental.  

Videocast Energia em Foco: assista ao episódio sobre Mercado Livre de Energia e ESG:

Matriz brasileira favorece a transição energética

Quando se fala em energia elétrica, a matriz brasileira — ou seja, o conjunto de fontes utilizadas na geração de eletricidade no país — tem grandes diferenciais em relação ao resto do mundo. Andrea explica que, enquanto na média mundial, 70% da energia provém de fontes não-renováveis e 30% de renováveis, no Brasil temos cerca de 85% da matriz elétrica renovável. 

Conforme dados do último Boletim Mensal de Energia divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, até setembro de 2023, a proporção de renováveis na oferta interna de energia no país tinha aumentado 48,8% em relação ao ano anterior. Considerando apenas as usinas eólicas, entraram em operação no período 3.321,9 MW de potência, valor 95% maior do que o acumulado em 2022 para o mesmo período. 

Para Andrea Santoro, isso demonstra que a transição energética está acontecendo, e que os investimentos em energias renováveis estão alcançando as necessidades apresentadas pelos desafios globais. 

“Junto vêm as soluções e os produtos que as empresas podem adquirir. Existem muitas soluções possíveis como estratégia para descarbonização das empresas, mas cada uma delas precisa escolher qual prefere”, explica a gerente. 

Entre os grandes players do mercado que já incorporaram as energias renováveis em sua estratégia ESG está a Suzano, maior fabricante de celulose do mundo e cliente da AES Brasil. 

A empresa é ativa no mercado livre e, segundo Paulo Henrique Squariz, gerente-executivo de Energia da empresa, parte da energia consumida já é produzida pela própria Suzano com um resíduo da madeira chamado licor negro. “Toda a visão da empresa é de consumir energia renovável a partir de fornecedores que tenham, evidentemente, energia limpa para que isso entre no nosso portfólio de forma limpa e renovável”, afirma. 

Ele aponta que a sociedade e os consumidores exigem uma participação mais ativa das corporações quando o assunto é meio ambiente. “Na Suzano, a sustentabilidade é a nossa grande estratégia”, conclui. 

Compromissos ESG

A AES Brasil assumiu os Compromissos ESG 2030, que são metas de longo prazo – algumas já alcançadas. Por exemplo, a de se tornar empresa carbono neutra. Um estudo recente levantou as emissões históricas de gases de efeito estufa da companhia, desde o início das operações no país, em 1999, e elas foram neutralizadas. Após isso, a AES Brasil mantém, a cada ano, a neutralização das emissões provenientes de todas as atividades da empresa, considerando tanto as emissões diretas quanto as indiretas — chamadas de Escopos 1, 2 e 3. 

“Temos outros objetivos a serem alcançados, e um deles é nos tornarmos carbono positivo, além de aumentar o reflorestamento de Mata Atlântica, do Cerrado e de outros biomas”, antecipa Andrea Santoro, gerente de ESG da AES Brasil.

Como é produzida a energia eólica: entenda o funcionamento de um parque eólico na prática

O Brasil tem um vasto potencial quando se fala em geração de energia eólica – um tipo de energia renovável, que não gera gás carbônico e é considerada mais barata que as demais fontes. 

Ao todo, o país tem 26 GW de capacidade instalada em 916 parques eólicos. Eles estão presentes em 12 estados, mas concentram-se, principalmente, no Nordeste. São mais de 10.178 aerogeradores em funcionamento, conforme dados da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias).

Na AES Brasil, temos em operação 9 complexos eólicos com capacidade instalada de 2.194 MW. Entre eles está o Complexo Eólico Tucano, na Bahia, inaugurado em outubro de 2023 e o primeiro do país com uma equipe de operação local formada apenas por mulheres.

Como é produzida a energia eólica?

Para produzir energia eólica, é preciso um sistema aerodinâmico, o aerogerador. Ele é formado por 3 grandes partes

Rotor: conjunto das três pás que se movem com a força do vento

Nacelle: é uma espécie de caixa que abriga os sistemas –  o multiplicador e o gerador – que vão transformar vento em energia elétrica

Torre: estrutura que suporta o conjunto Rotor + Nacelle e por onde passam os cabos que vão transportar a energia em média tensão

Por dentro da transformação

1. É dentro da nacelle que acontece a grande transformação. Quando o rotor se move com a força dos ventos, movimenta também o eixo principal. A energia produzida pelos giros passa pelo multiplicador e chega ao gerador, onde se transforma em energia elétrica.

2. A energia elétrica em média tensão desce pelos cabos que passam no interior da torre e chegam nas subestações por meio das redes de média tensão até a subestação de energia elétrica.

3. Nas subestações, a energia é elevada para alta tensão e transmitida até próximo à carga, onde passa por transformação novamente para média tensão e é distribuída  para ser usada pelos consumidores.

Saiba mais

Existem diferentes formatos de rotores: eles podem ter 2, 3 ou 4 pás. Confira a diferença entre eles:

2 pás

É mais econômico, porém exige mais velocidade para gerar a mesma quantidade de energia que os rotores de mais pás. Por conta disso, pode ser mais instável e gerar mais ruído.

3 pás

Oferece um equilíbrio entre a eficiência ao capturar o vento e a estabilidade da estrutura da torre. As 3 pás são mais eficientes ao capturar a energia do vento. Além disso, simplificam o processo de fabricação, instalação e manutenção, o que contribui para custos operacionais mais baixos do que as turbinas de mais pás. Esse modelo é o mais usado no país, que segue os mesmos padrões da indústria mundial.

4 pás

A busca por melhorias na tecnologia eólica continua com estudos e experimentos para explorar designs alternativos. Dentro dessa busca, o formato com 4 pás foi testado, mas foi considerado menos eficiente que os demais e com custos mais elevados.

A importância da energia eólica

Além de ser produzida a partir de fonte renovável – o vento -, a energia eólica também é considerada pelos especialistas como um dos melhores exemplos de energia limpa, pois não libera gases de efeito estufa na atmosfera durante sua produção. 

Conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia eólica representa 12,9% da capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2023. A expectativa é que, em 2027, esse número aumente para 14,7%.

A potência dos ventos do Nordeste

O grande destaque na geração de energia eólica no país é o Nordeste. A capacidade instalada na região, contando com a energia solar fotovoltaica, é de 28,3 gigawatts (GW), o que equivale a 82,6% da energia eólica e solar do Brasil. 

E o potencial do Nordeste continua crescendo. Juntos, os estados da região somam 10 GW em projetos em fase de construção e 79,7% das novas instalações que devem entrar em operação no país, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com condições climáticas como ventos intensos e constantes, extensas áreas de terras propícias para a instalação de parques eólicos, o Nordeste poderá liderar a produção de energia eólica – e solar – na próxima década.

Fontes:
ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias)

ONS (Operador do Sistema Nacional)

GASCH, Robert; TWELE, Jochen (Ed.). Wind power plants: fundamentals, design, construction and operation. Springer Science & Business Media, 2011.

MARQUES, Jeferson et al. Turbinas eólicas: Modelo, análise, e controle do gerador de indução com dupla alimentação. 2004.

É fácil? Descubra como migrar para o Mercado Livre de Energia

Agora, todas as empresas ligadas à alta tensão podem optar por comprar energia elétrica no ambiente de contratação livre – também chamado de Mercado Livre de Energia. 

Quer escolher o seu fornecedor e ter liberdade para negociar preços e prazos? Aqui está um guia completo que vai ajudar você a migrar seu negócio da melhor forma – com mais vantagens e menos riscos.

Assista ao videocast Energia em Foco sobre como é migrar pro Mercado Livre de Energia:

O que é o Mercado Livre de Energia? 

É um ambiente competitivo no qual as empresas têm liberdade de escolher o fornecedor de energia elétrica, negociar diretamente preços e prazos e fechar contratos mais flexíveis.

Quem pode migrar?  

Todos os consumidores ligados à rede de alta tensão, também chamado de Grupo A. Se a demanda for menor do que 500 kW, o cliente precisa ser representado por um comercializador varejista na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), que regulamenta as operações no Mercado Livre de Energia.

Qual o passo a passo para entrar no Mercado Livre de Energia

O processo de migração para o Mercado Livre de Energia por empresas ligadas à alta tensão com consumo abaixo de 500 kW  será feito por uma comercializadora escolhida pelo cliente. Após a contratação, é realizado um gerenciamento de gastos e definição de estratégia para contratação de energia. Caso opte pela AES Brasil, você poderá contar com todo o suporte no processo de migração, pois cuidamos da burocracia, representamos sua empresa na CCEE e gerenciamos o contrato de energia do seu negócio.

Lembre-se!
O apoio e a orientação de um comercializador são fundamentais para que a migração seja feita com mais facilidade e segurança.

Como consumidor, o que preciso fazer para migrar?

Todo o processo de adesão é feito pelo comercializador varejista, e o consumidor migra sem burocracia. O preço e a forma de reajuste anual são combinados entre quem fornece e quem consome. Ao decidir pela migração, a empresa deve informar a atual distribuidora de energia com no mínimo 6 meses de antecedência do encerramento do contrato.

“No início, assusta um pouco. São necessários muitos estudos e há muitas dúvidas. Se você não tiver uma empresa com uma estrutura técnica boa, de credibilidade, você fica em dúvida se os valores [de economia] que estão sendo mostrados são corretos. Mas, definido pela migração, o processo em si foi bem fácil, rápido e com todo apoio técnico, comercial e burocrático”

Valter Saka
Gerente de Manutenção Industrial da Sansuy S.A, cliente da AES Brasil no Mercado Livre de Energia

Ainda tem dúvidas? Acesse migremercadolivre.com.br

Hidrogênio verde no Brasil: custo de produção pode cair até 51% com incentivos

Otimizações técnicas, incentivos fiscais e regulatórios podem reduzir em mais da metade o custo de produção no Brasil do hidrogênio verde (H2V) – uma das apostas para minimizar as emissões de gases de efeito estufa em setores com difícil descarbonização, como transporte aéreo, marítimo, aço, fertilizantes e outros.

A informação é da consultoria do setor de energia renovável CELA (Clean Energy Latin America), que lançou o primeiro índice que mede o custo da produção do H2V, chamado de LCOH. Segundo o índice, em agosto de 2023, o custo para produção estava entre 2,87 e 3,56 dólares por quilo, dependendo da localização do projeto (os locais não foram detalhados no estudo).

Com os incentivos e a melhora técnica, os valores podem chegar à faixa de 1,69 a 1,86 dólares por quilo, altamente competitivos em relação ao hidrogênio cinza – produzido a partir da queima de combustíveis fósseis. Em agosto de 2023, o custo deste estava na faixa de 2,93 dólares por quilo.

Brasil tem potencial de mercado

Ainda de acordo com o índice, o Brasil tem potencial para se destacar na produção e consumo do hidrogênio verde, devido à alta capacidade para gerar energia renovável, principalmente eólica e solar. 

“O Brasil tem um potencial gigantesco de liderar esse novo mercado. As principais razões para isso são a disponibilidade de energia elétrica renovável e as características regionais. Além dos recursos hídricos abundantes e a dimensão do território, a oferta de sol e vento são fatores determinantes.” 

Alison Camargo, gerente de Hidrogênio Verde da AES Brasil

Além disso, o país tem o custo das energias renováveis competitivo em relação ao restante do mundo e possui as chamadas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), que são áreas de livre comércio com o exterior, com incentivos fiscais.

O que é o hidrogênio verde?

É um tipo de hidrogênio produzido a partir da divisão de moléculas de água, separando seus átomos de hidrogênio do átomo de oxigênio por meio de uma corrente elétrica gerada por fontes renováveis – como eólica, solar ou hídrica -, sem a emissão de gás carbônico. 

O H2V pode ser usado na indústria, na geração de energia elétrica e para abastecer veículos. Um estudo divulgado pela assessoria Deloitte aponta que “o hidrogênio verde pode redesenhar o mapa global de energia até o final da década, criando um mercado de US$ 1,4 trilhão por ano até 2050”.

“O hidrogênio verde pode ser utilizado em diversos processos industriais, seja como matéria prima, substituindo o hidrogênio cinza, ou como combustível substituindo as rotas fósseis como o gás natural e o carvão. Ele é um importante viabilizador da transição energética global, principalmente na descarbonização das operações de grandes segmentos industriais de como fertilizantes, mineração, siderurgia, aviação e transporte pesado.”

Alison Camargo, gerente de Hidrogênio Verde da AES Brasil

Matriz energética 

Um Projeto de Lei quer incluir o hidrogênio verde na Política Nacional Energética como elemento da matriz energética brasileira, com regulação própria. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados e será analisada pelas comissões de Minas e Energia e de Constituição, Justiça e Cidadania.

A AES Brasil já iniciou estudos para a viabilidade de produção de H2 verde no Porto de Pecém, no Ceará, em uma área de 80 hectares. “A operação poderá chegar aos 2 GW de energia renovável, alcançando a produção de até 800 mil toneladas  de amônia verde por ano. O projeto prevê o início da operação comercial antes de 2030”, aponta Alison.

Acesse o informe completo do índice LCOH Brasil, da CELA.

Saiba como é o programa de repovoamento de peixes em áreas de hidrelétricas

As atividades do setor elétrico envolvem ações de responsabilidade socioambiental nas regiões onde estão localizadas as usinas e complexos de geração de energia. No caso das hidrelétricas, que representam 50% das capacidade instalada da matriz elétrica nacional, o repovoamento de peixes é fundamental para manter o equilíbrio da biodiversidade local.

No entorno dos reservatórios da AES Brasil em Barra Bonita e Promissão, no interior de São Paulo, é realizado o Programa de Manejo Pesqueiro desde 1999. Por ano, são produzidos e repovoados cerca de 2,5 milhões de alevinos – como são chamados os filhotes de peixes.

O programa trabalha exclusivamente com espécies de peixes nativos da região: curimbatá, pacu-guaçu, piapara, dourado, tabarana e piracanjuba.  

“Um dos maiores benefícios deste programa é manter a biodiversidade nos reservatórios. Isso favorece a comunidade ribeirinha e os pescadores, que tiram o sustento no dia a dia para sua família”, explica Silvio Carlos Santos, analista de Meio Ambiente da AES Brasil.

Manutenção da biodiversidade

Até chegar na soltura dos alevinos nos reservatórios operados pela AES Brasil, há todo um processo que envolve uma equipe de biólogos e piscicultores. Parte dele acontece no laboratório de piscicultura, e a outra nos tanques de reprodução que ficam na unidade da empresa em Promissão.

“A minha função é trabalhar em todo o processo da produção dos alevinos, desde o trato dos animais, da alimentação, além de verificar a qualidade da água e também do manejo dos peixes”, conta Jônatas Emanuel, auxiliar de piscicultura.

Morador da região, Jônatas diz se sentir realizado com o trabalho no projeto e por contribuir para manter a vida nos rios. “Ver os peixinhos desde o zero, a gente criar, repovoar, soltar no rio, ver o rio com vida. Para mim é a melhor coisa que tem”, afirma.

O programa da AES Brasil também envolve ações educativas com alunos de escolas da região, que acompanham algumas das solturas de alevinos e aprendem sobre a biodiversidade e a importância da preservação das espécies dos rios.

Assista ao minidocumentário sobre o Programa de Manejo Pesqueiro:

Veja como é cada etapa da produção dos alevinos até o repovoamento

1 – Peixes reprodutores são criados em tanques com bastante água que seja de boa qualidade. A alimentação é balanceada e também é realizado controle sanitário.

2 – É feita uma seleção dos reprodutores que já tenham iniciado a liberação de ovos. As características de cada espécie são observadas para a reprodução em laboratório.

3 – Doses de hormônios – naturais e sintéticos – são liberadas para estimular os espermatozóides dos machos e os ovos das fêmeas. Os hormônios são necessários para o amadurecimento do aparelho reprodutor.

4 – No laboratório, os estímulos naturais são controlados e as condições, como taxa de oxigenação da água e iluminação, são adaptadas para o acasalamento dos peixes.

5 – Os gametas são liberados e misturados para a fecundação e hidratação dos ovos, que são coletados e transferidos para as incubadoras. Depois de até 5 dias, eles serão transferidos para tanques externos.

6 – As larvas de peixes são cultivadas em tanques externos e ficam nestes locais entre 45 e 90 dias. Quando se transformam em alevinos com tamanho de 10 cm, são transportados e soltos em áreas de reservatórios das usinas hidrelétricas.

7 – Os alevinos soltos no repovoamento ajudam a preservar espécies ameaçadas ou aquelas com declínio em sua população natural.

Qual a importância dos I-RECs no Mercado Livre de Energia?

I-REC é a sigla em inglês para certificado internacional de energia renovável: International Renewable Energy Certificate. São documentos rastreáveis e de alta confiabilidade, que comprovam que o consumo de energia elétrica de uma empresa tem origem em fontes renováveis como eólica, solar, hídrica e biomassa.

Como funcionam os RECs?

Cada certificado equivale a 1 MWh (megawatt/hora) de energia renovável consumida. “Os certificados são importantes para atender aos objetivos de sustentabilidade de cada empresa”, explica o coordenador de Comercialização e Soluções em Energia da AES Brasil, Thiago Sendon. Eles comprovam que as empresas cumpriram com obrigações internas ou compromissos com outras organizações que necessitem de consumo de energia renovável.

Ao buscar um comercializador de RECs, as empresas devem saber qual o volume de energia consomem em determinado período de tempo, geralmente em um ano, além de especificar de qual fonte querem o certificado – no portfólio da AES Brasil, por exemplo, são oferecidos RECs de fontes hídrica, solar ou eólica. Com essas informações, o comercializador pode identificar qual o certificado mais adequado às necessidades daquele consumidor. 

Hoje, são comercializados dois tipos de certificado no Brasil: o I-REC Standard e o REC Brazil. Na AES Brasil, além desses dois já citados, há também o REC AES. 

Mas antes de apresentarmos as particularidades de cada certificado, é preciso deixar claro como são definidos os escopos de emissão de gases de efeito estufa considerados nos protocolos internacionais para emissão de selos de sustentabilidade (como o GHG). 

Confira a explicação de Luciano Figueredo, gerente de projetos do Instituto Totum, responsável pelo desenvolvimento e gestão do Programa Brasileiro de Certificação de Energia Renovável no Brasil e representante nacional do I-REC Standard:

Escopo 1 – emissões diretas da atividade da empresa, como uso de ar condicionado ou gerador.

Escopo 2 – emissões indiretas, provenientes da eletricidade consumida pela empresa em suas instalações e nas cadeias produtivas.

Escopo 3 – são emissões indiretas provenientes da cadeia de fornecedores da empresa e de atividades que ela não controla.

Entenda as particularidades de cada certificado de energia renovável:

I-REC Standard

É reconhecido internacionalmente e comprova a compra de energia gerada por fonte renovável. Possibilita reportar as emissões de escopo 2, relacionadas ao consumo de energia elétrica das empresas.

REC Brazil

Garante ao cliente que a usina geradora de energia elétrica atende a, pelo menos, 5 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organização das Nações Unidas (ONU). Ideal para empresas que, além de mitigar emissões do escopo 2 (como no caso do I-REC Standard), desejam cumprir requisitos mais rigorosos de sustentabilidade. 

REC AES

Certificado para clientes da AES Brasil no Mercado Livre de Energia. Garante que a demanda contratada para consumo da empresa vem de fontes renováveis. Permite reportar as emissões de escopo 2, relacionadas ao consumo de energia elétrica (como no caso do I-REC Standard). Tem custo menor e é indicado para empresas que não precisam de certificação internacional.

Em que momento uma empresa pode adquirir RECs?

Thiago Sendon, da AES Brasil, explica que os consumidores que estão no Mercado Livre de Energia e ainda não têm certificados podem fazer a compra dos RECs, mesmo que a energia já tenha sido comercializada. Já aqueles que ainda vão entrar no ambiente de contratação livre podem adquirir a certificação na hora de fechar a compra da energia. “Só é preciso entender qual a necessidade do cliente para seguir com o certificado mais indicado”, comenta.Tem interesse em adquirir RECs para sua empresa? Saiba como.

Setor de energia solar pode movimentar R$ 2,2 trilhões até 2050

A geração de energia solar fotovoltaica está em constante crescimento no Brasil. Nos primeiros nove meses de 2023, foi verificado um aumento de 62% na geração solar centralizada em relação ao mesmo período de 2022 – enquanto a eólica aumentou 17%, e a hídrica se manteve estável. Os dados foram divulgados na edição de setembro do Boletim Mensal de Energia do Ministério de Minas e Energia

A evolução promete seguir o mesmo ritmo pelos próximos anos. Um estudo realizado pelo Portal Solar mostra que a demanda por energia solar fotovoltaica pode movimentar cerca de R$ 2,2 trilhões no setor elétrico brasileiro até o ano de 2050

A procura extra seria causada pela eletrificação da frota de veículos e pela produção de hidrogênio verde – um tipo de combustível mais limpo e que está entre as apostas para a transição energética global e a redução do uso de combustíveis fósseis. 

Por conta da descarbonização das economias, haverá necessidade de adicionar 540 GW em sistemas fotovoltaicos nas próximas três décadas no Brasil.

“Exigências ambientais, custos de investimentos e possibilidade de geração elétrica próxima ou junto ao local de consumo fazem com que a energia solar fotovoltaica se posicione como a tecnologia mais viável para atender esse crescimento de demanda”, diz o CEO do Portal Solar, Rodolfo Meyer.

A geração chamada de centralizada vem das usinas de energia solar. Já a chamada geração distribuída vem dos painéis solares em residências, condomínios e estabelecimentos residenciais, por exemplo. 

O que é a energia solar?

A energia solar fotovoltaica é a energia elétrica gerada a partir da luz do sol. É  uma fonte de energia renovável e limpa, que não libera gases poluentes, o que  contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

As fontes renováveis representam 88% da oferta interna de eletricidade no Brasil, conforme o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2023 referente ao ano de 2022. A expansão da matriz elétrica em 2023 contou, até novembro, com a entrada em operação comercial de 245 usinas, sendo que as usinas eólicas e solares equivalem a 90% da capacidade instalada no ano. 

Conforme dados compilados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), essa fonte tem mais de 35,7 GW operacionais e mais de 1 milhão de novos empregos gerados.

A energia solar no Brasil em números*

  • Mais de 35,7 GW operacionais
  • Mais de 43,8 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas 
  • Mais de R$ 173,8 bilhões em novos investimentos
  • Mais de 1 milhão de novos empregos gerados
  • Mais de R$ 48,4 bilhões em tributos arrecadados

*Dados da Absolar – dezembro/2023

Futuro Promissor

Em dezembro de 2023, a energia solar fotovoltaica representava 16% da matriz energética brasileira, conforme o boletim nº 62 da Absolar. A capacidade de geração de energia desta fonte deve crescer. A associação prevê um aumento de 26% em relação à capacidade atual, alcançando 45,5 GW no fim de 2024.

A maior parte do crescimento será das usinas solares de Geração Distribuída (GD), aquelas de pequeno porte, compostas por painéis solares que geram a própria energia de casas, condomínios, estabelecimentos ou pequenas empresas, por exemplo. 

Elas já apresentaram crescimento de 82% na capacidade instalada entre agosto de 2022 e o mesmo mês de 2023, conforme o Boletim Mensal de Energia. A previsão é de que a GD alcance 31 GW em 2024 – atualmente são 25,1 GW. O valor corresponde a quase 70% da potência total dessa fonte no país. 

Para o Ministério de Minas e Energia, o crescimento da geração distribuída é reflexo de políticas públicas de incentivo às fontes de energia renováveis e à

micro e minigeração distribuída, como a isenção da tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) até o ano de 2045 para sistemas implantados ou com solicitações de acesso protocolados até 7 de janeiro de 2023. Os sistemas implantados até 31 de dezembro de 2028 terão isenção parcial desta tarifa. 

As de geração centralizada, que são as grandes usinas, também tiveram aumento na capacidade instalada entre o período de 2022 e 2023 e avançaram 78,9%. Para 2024, a expectativa é de aumento de 3,3 GW em relação à capacidade atual, alcançando o total de 14,4 GW.

Fontes: Boletim Mensal de Energia, Portal Solar, Absolar e Aneel.

Sua empresa pode se ver livre da bandeira tarifária? Descubra

A bandeira tarifária é um sistema criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2015 para indicar as condições ambientais para a geração de energia elétrica e como isso impacta no valor da conta de luz dos consumidores do mercado regulado – ou seja, de pessoas físicas e empresas que contratam energia com as distribuidoras locais.  

Nesta classificação, as cores das bandeiras apontam qual será o custo da energia de acordo com as condições em que ela foi gerada. Por exemplo: em períodos de seca ou nos quais é necessário acionar as termelétricas, o consumidor pode ser surpreendido com a bandeira vermelha, que deixa a conta de energia mais cara. 

Um dos principais contras deste sistema para os consumidores é a imprevisibilidade de custos com energia elétrica. Veja abaixo como funciona o sistema de bandeiras tarifárias em detalhes. 

(aqui faremos uma arte com as cores de cada tarifa)

4 bandeiras 

estabelecidas pela Aneel de acordo com as de condições ambientais para a geração de energia:

Verde – condições favoráveis de geração de energia elétrica. Não há acréscimo de valores na tarifa

Amarela – condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 0,01874 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido

Vermelha Patamar 1 – condições mais custosas. Acréscimo de R$ 0,03971 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido

Vermelha Patamar 2 – custo alto na geração. Acréscimo de R$ 0,09492 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido

(Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel)

Na realidade brasileira, com 51% da matriz elétrica nacional de usinas hidrelétricas, isso significa que a tarifa de energia varia de acordo com as condições dos reservatórios. 

Durante períodos de seca e de diminuição na capacidade de geração, é preciso usar energia gerada pelas centrais termelétricas, que é mais cara. Nessas situações, a bandeira tarifária fica amarela ou vermelha, o que reflete em aumento no valor da conta de luz no fim do mês. 

Estar sujeito às flutuações que o sistema enfrenta e não saber se a conta de luz virá mais alta por causa das bandeiras tarifárias já é um peso para os consumidores residenciais. E, para o empresário, traz incerteza quanto aos gastos com energia, portanto, menor capacidade de planejamento orçamentário e de investimentos.

A grande oportunidade que se abre em 2024 é que, para todas as empresas ligadas na alta tensão, existe uma forma do seu negócio ficar livre dessa cobrança. É passar a consumir no ambiente de contratação livre (ACL), ou Mercado Livre de Energia.

Conheça o Mercado Livre de Energia

Trata-se de uma opção para as empresas que querem ou precisam ter mais previsibilidade dos gastos com energia elétrica. No Mercado Livre de Energia, também conhecido como ambiente de contratação livre, a negociação é feita diretamente com as companhias geradoras e/ou comercializadoras. 

É possível definir em contrato preços, prazos, volume de contratação, índice de reajuste anual e outros detalhes de acordo com as necessidades de cada negócio. Sem as variações de tarifa fica muito mais fácil prever os gastos por todo o período de contratação, que é negociado previamente.

O diretor Comercial da AES Brasil, José Carlos Reis, explica que vivemos um ótimo momento para a migração. “O valor está muito atrativo para compra de energia no mercado livre. O cliente tem a oportunidade de capturar o maior ganho possível com essa mudança.” A economia nos gastos com energia podem ficar em torno de 35%, dependendo da região onde a empresa está localizada. “Isso melhora o negócio e amplia sua competitividade”, aponta o executivo.

4 benefícios

do Mercado Livre de Energia

1 Menor preço

A concorrência estimula a oferta de energia a preços mais atrativos.

2 Previsão de custos 

O preço da energia elétrica é predefinido na hora da contratação, assim como o índice de reajuste anual – que pode ser IPCA ou IGP-M, por exemplo. É um mercado com menos variações e maior previsibilidade.

3 Livre negociação

Cada empresa escolhe seu fornecedor e pode negociar diretamente as condições comerciais. Assim, os contratos ficam sob medida para a necessidade de consumo de cada tipo de negócio. 

4 Sustentabilidade

Além de escolher o fornecedor, as empresas no mercado livre também escolhem o tipo de energia que querem contratar. Optar por fontes renováveis – como hídrica, eólica e solar – ajuda a impulsionar as metas de sustentabilidade e melhora a reputação da empresa diante de clientes, sociedade e investidores. 
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